CUMARÚ

Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. Fabaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Espécie de ampla distribuição, ocorre nas matas de terra firme e várzea altas do baixo Amazonas, sendo freqüente em toda a região Amazônica, incluindo os países que fazem fronteira com o Brasil.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Cumaru, c. verdadeiro, c. roxo, cumbari, cumaru da folha grande, muirapajé, Tonka.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte, ultrapassando 30 m de altura; casca lisa, amarelada; fuste reilíneo e cilíndrico, com presença de sapopemas, de diâmetro que alcança até um metro. de 1 m de altura.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito pesada (0,95 a 1,00 g/cm3), alburno bege contrastando com o cerne castanho escuro amarelado; grã irregular; textura média; aspecto fibroso característico; odor desagradável quando recém cortada, gosto imperceptível. Altamente resistente a fungos apodrecedores e cupins. É moderadamente difícil de serrar, moderadamente fácil de aplainar; é difícil pregar e aparafusar, recomendando-se pré-furação.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros notados sob lente, pequenos, nume-rosos, solitários e agrupados em 2-3. Va-zios ou obstruídos por tilos. Linhas vas-culares longas e retilíneas. Raios muito fi-nos e numerosos, visíveis apenas sob lente; no plano tangencial apenas notados a olho nu, baixos e estratificação bem regular. Parênquima axial pouco visível a olho nu, aliforme sim-ples, em alguns trechos vasicêntrico ou formando confluências oblíquas. Camadas de crescimento pouco distintas, demarcadas zonas fibrosas.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil, marcos de portas, lambris, cruzetas, defensas, dormentes, móveis especiais, cabos e objetos torneados, postes e pilares, laminados decorativos. lmplementos agrícolas, cons-trução naval, tanoaria, ebanisteria, carroçaria, tacos para assoalhos, vigamentos, macetas, carpintaria. A literatura informa que é uma das melhores madeiras para dormentes não apenas pela durabilidade, como também porque não se fende quando exposta ao sol.

CUPIÚBA

Goupia glabra Aubl. Celastraceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre nas matas de terra firme e em capoeiras velhas por toda a Amazônia, incluindo Estados do Pará, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia e ainda nas Guianas, Colômbia e Venezuela-.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Cupíúba, cupiúva, couepi, goupil, cachaceiro e comercialmente aparece também com o nome de peroba do Norte, por assemelhar-se com a peroba da região Sudeste.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore grande, não raro ultrapassando 30 m, diâmetro superior a 1,0 m, casca escamosa, acinzentada, 1,0 cm de espessura, reconhecível pelas folhas de cor negra que acumulam-se no chão ao redor da árvore.

Copa grande e aberta com os ramos e folhas novas completamente recobertos de pelos tornando-se mais tarde glabros. Casca fibrosa, de superfície escamosa. Folhas alternas, pecioladas, ovado-Ianceo-ladas, glabras, brilhantes na face superior, com 2-3 pares de nervuras secundárias, Flores pequenas, amarelas ou esverdeadas, em pequenas umbelas axilares pedunculadas. Fruto baga pequena, globosa, escura, quase preta, 1-locular com 3-5 sementes oleaginosas.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira pesada (0,80 a 0,90 g/cm3), alburno rosado e cerne castanho avermelhado; grã regular a irregular; textura média; cheiro e gosto desagradável. Apresenta resistência moderada ao ataque de fungos e cupins. É fácil de serrar e aplainar, apresentando bom acabamento.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a simples vista, vazios, onde nota-se com facilidade sob lente as placas de perfuração em barras, pouco numerosos, médios, solitários predominantes, raros geminados. Linhas vasculares longas e finas, contendo resina. Raios vistos apenas com lente, numerosos e finos, regulares; no plano tangencial são difíceis de ver mesmo sob lente, baixos e dispostos de maneira irregular. Parênquima axial difuso, indistinto ou escasso, em alguns trechos formando um retículo de linhas extremamente finas. Camadas de crescimento às vezes demarcadas por zonas de tecido fibroso, com escassez de poros.

PRINCIPAIS USOS

Obras gerais de carpintaria, marcenaria e acabamento, construção civil, assoalho, ripas, marcos de portas e janelas, rodapés, dormentes, embalagens pesadas, para construções externas, móveis de baixa renda, paletes, cabos e objetos torneados, postes, pilares, carroçaria de caminhão. A madeira apresenta odor acentuado quando úmida, o que pode comprometer alguns usos.

FREIJÓ

Cordia goeldiana Huber.

Boraginacea

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre na mata de terra firme no Pará, Acre, Rondônia e Mato Grosso.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Freijó, louro pardo, frei Jorge, brasilian walnut, cordia wood, jennie wood, south american walnut.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore alta, com até 30 m de altura, casca marrom.

Folhas alternas, oblongas ou obovado oblongas, acuminadas, glabras (raramente com alguns pelos), membranáceas, 8-15cm de comprimento por 3-8 cm de largura. lnflorescência em panícula terminal multiflora; flores brancas com cálice pubérulo; corola com Iacinias elípticas, glabras, torcidas, no botão; estames 5, inseridos na face da corda. Frutos glabros.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,60 a 0,70 g/cm3); cerne castanho uniforme; textura média; grã regular; superfície lustrosa, refletindo nas faces radiais; cheiro e gosto imperceptível. É madeira fácil de trabalhar, de excelentes qualidades, podendo receber excelente acabamento.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a simples vista, poucos ou pouco numerosos, médios e grandes, solitários e múltiplos, alguns orientados tangencialmente, obstruídos por tilos brilhantes. Linhas vasculares visíveis, longas e bem demarcadas. Raios vistos mesmo sem lente; no plano tangencial encontram-se irregularmente dispostos. Parênquima axial escasso, confundindo-se com os poros, vasicêntrico. Camadas de crescimento pouco demarcadas pelos poros. Canais intercelulares em alguns trechos presentes.

PRINCIPAIS USOS

Painéis, lambris, móveis finos, persianas, escadas, coronhas, tanoarias, carpintarias, folhas faqueadas decorativas, como caixilhos, venezianas, ripas, acabamento interno, molduras, guarnições, sarrafos.

GUARIÚBA

Clarisia racemosa Ruiz. et Pavon. Moraceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Região Amazônica, também em Pernambuco, Sul da Bahia, Zona da Mata em Minas Gerais e Espirito Santo.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Guariúba, g. amarela, oiticica da mata, oiticica, oiti, janitá, tatajuba-amarela.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte (até 40m) tronco reto e diâmetro superior a 60 cm, casca verrucosa marrom-avermelhada, exudando látex branco.

Folhas simples, alternas, curtas, porém largas, oblongas ou ovais, acuminadas no ápice, base arre-dondada, subtruncada, ou ainda obtusa, ocasionalmente aguda, ligeiramente coriá-ceas, glabras, com a página superior lustrosa e margem lisa. lnflorescência masculina em espiga amarelo-clara, cauliflora, solitária ou várias, usualmente aos pares alter-nados. lnflorescêncla feminina racemiforme, cauliflora nos ramos sem folhas, rara-mente nas axilas das folhas solitárias ou várias surgindo aos pares alternados, ao longo de um pedúnculo racemiforme, sem folhas. Fruto elipsoidal, algumas vezes assimétrico, glabro, alaranjado, tornando-se preto.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira pesada (0,60 a 0,85 g/cm3), de cor amarelada, escurecendo com o passar do tempo; textura média: grã irregular; lisa ao tato; cheiro e gos-to imperceptíveis. Apresenta alta resistência ao ataque de fungos e cupins. Segundo a literatura é moderadamente difícil de serrar e fácil de aplainar, recomendando-se o uso de ferramentas de corte bem afiados. Recebe bom acabamento.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros vistos com auxílio de lente, pequenos, poucos, solitários e múltiplos, obstruídos por tilos. Linhas vasculares irregulares, visíveis a simples vista, apresentando conteúdo. Raios visíveis apenas sob lente, finos e numerosos; no plano tangencial notados a olho nu, dispostos de modo irregular. Parênquima axial indistinto. Camadas de crescimento notadas pelas zonas de tecido fibroso.

PRINCIPAIS USOS

Construção interna, carpintaria, marcenaria, acabamento, assoalhos, divisórias, móveis, paletes, postes e pilares, compensados, laminados decorativos, construção naval, tornearia, tacos, cabos de ferramentas, caixas, embalagens, tábuas, ripas, rodapés, molduras, persianas, venezianas, esquadrias, cabos de vassoura.

ITAÚBA

Mezilaurus itauba (Meissn.) Taub. Lauraceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Comum em Mato Grosso, Pará e no Norte, até as Guianas e Venezuela.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Itaúba, louro itaúba, i. amarela, i. abacate e itaúba preta.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore grande com até mais de 35 metros, diâmetro em torno de 1,0 m, tronco reto, casca castanho avermelhada, fissurada, soltando-se em placas, 1,5 cm de espessura.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira pesada (0,70 a 0.85 g/cm3]; alburno bege contrastando com o cer-ne castanho oliva ou amarelado oliva quando recém cortada, uniforme; grã direita; textura média; lisa ao tato; odor agradável quando verde; gosto distinto. Difícil de serrar (a literatura recomenda o uso de serras estelitadas), mas fácil de trabalhar (aplainar, pregar e aparafusar), recebendo excelente acabamento. Altamente resistente a fungos e cupins.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros notados a olho nu, melhor vistos sob lente, numerosos, médios, obstruídos por tilos, solitários e geminados, chegando a formar pequenas cadeias. Linhas vasculares notadas à simples vista, contendo resina. Raios muito finos e numerosos, apenas notados sob lente; no plano tangencial são difíceis de ver, baixos, e dispostos irregularmente. Parênquima axial escasso, percebido apenas com auxílio de lente.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil e naval, assoalhos, postes, pilares e dormentes, carpintaria, tacos, estrutura de pontes, cruzetas, vigas, caibros, tábuas, marcos de portas e janelas, implementos agrícolas, confecção de peças torneadas.

JACAREÚBA

Calophyllum brasiliense Camb. Clusiaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre nas áreas alagáveis e nos igapós da Amazônia. No restante do Brasil cresce ainda no Estado da Bahia, Santa Catari-na, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Na América do Sul, desde as Guianas até a Bolívia. Ocorre também no México e América Central. Das índias Ocidentais até Santa Catarina.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Jacareúba, guanandi, olandi-carvalho, jacareti-ba, Lantim, Bálsamo jacareúba, golandi, guanambi, jacarioba, jacurandi, olandi, palo maria, santa maria e balsamaria.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Arvore de até 30 m de altura e 1,50 m de diâmetro. Tronco reto, de casca fissurada, assemelhando-se ao couro de jacaré; aromática, amargosa, exudando resina amarela.

Copa densamente folhosa. Ramos jovens angulosos porém os adultos cilíndricos; entrenós de 1,5-2 cm distantes entre si. Folhas características, coriáceas, glabras elípticas, oblongas ou oblongo-lanceoladas, brilhantes em ápice obtuso ou arredondado, base emarginada mais ou menos cuneada Nervuras laterais muitas, paralelas, muito próximas entre si proeminentes em ambos os lados. Inflorescência de 2-5 cm de comprimento, racemosa ou composta de ramos curtos com flores. Botões florais globosos de 1,5 mm de diâmetro. Flores com pétalas reflexas e estames numerosos (nas flores masculinas) nas hermafroditas, poucos. Fruto drupáceo, globoso, duro quando seco, com a superfície alveolada.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,60 a 0,75 g/cm3]; alburno pouco diferente do cerne castanho rosado ou castanho; textura média a grossa; grã irregular; cheiro e gosto indistintos. É relativamente fácil de trabalhar.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, poucos, solitários formando arranjos oblíquos. Linhas vasculares longas, retas, contendo resina oleosa escura. Raios muito finos, numerosos, percebidos apenas sob lente; no plano tangencial visíveis sob lente, baixos. Parênquima axial visto somente com auxílio de lupa, em linhas estreitas, independentes dos poros. Camadas de crescimento pouco distintas.

PRINCIPAIS USOS

construção civil e naval, ripados, compensado, cabo de instrumentos, cutelaria, soalhos, persianas. Ótima aceitação na indústria de barris para depósito de vinho.

JATOBÁ

Hymenaea courbaril L. Caesalpiniaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre desde a América Central, estendendo-se largamente pela Amazônia e chegando até S. Paulo. Também nas Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, Antilhas e Bolívia. Habita as matas de terra firme e mais raramente no campo e nas capoeiras, onde os indivíduos são relativamente menores.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Jatobá, jutaí-açú, cataquí-iamani, j. grande, jataí, jataizinho, jataí-açú, jataíba, jataí grande, jataí-peba, jataí-uva, Jatioba, jatobá de anta, j. de porco, j. roxo, j. trapuca, j. verdadei-ro, jatubá, jutaí café, j. mirim, j. pororoca, j. roxo, yatayba, árvore copal, copal, c. americano, c. do Brasil, courbaril.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte, alcançando até 25 metros de altura, tronco grosso, de 1,0 m de diâmetro, reto, cilíndrico, casca acinzentada, lisa, exudando resina.

Copa frondosa. Folhas alternas, compostas, 2-folioladas; folíolos mais ou menos falciformes, glabros, lustrosos, base assimétrica, ápice acuminado e margem integra com pequenas glândulas translúcidas. Inflorescên-cia em cimeiras terminais curtas, com flores brancas ou avermelhadas. Fruto, vagem indeiscente, espessa, lenhosa, um pouco comprida ou achatada, castanho-avermelhada, contendo 2-4 (6) sementes envolvidas numa polpa amarelo-pálido, adocicada, farinácea, comestível.

Leu & Langenhelm (1975) reconheceram na espécie, 5 variedades, das quais a var. courbaril é a de distribuição mais ampla. Na Amazônia, além desta ocorre ainda a var. subs.ssilis. As outras são: altlesima (Rio de Janeiro), Iongllolla (Bahia), e estibocarpa (Goiás, Bahia, São Paulo e Paraná).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito pesada (0,80 a 1,00 g/cm3); alburno bege, bem distinto do cerne avermelhado a castanho avermelhado, às vezes com manchas escuras; grã direita a irregular; textura média a grosseira; cheiro e gosto imperceptíveis. Segundo a literatura é fácil de serrar, moderadamente difícil de aplainar e difícil de pregar e aparafusar. Apresenta comportamento bom na confecção de peças torneadas, recebendo acabamento agradável. É altamente resistente a cupins e moderadamente resistente a fungos.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, poucos, médios e grandes, solitários e múltiplos de 2 e 3; vazios ou obstruídos. Linhas vasculares bem distintas, longas, retilíneas, de conteúdo escuro. Raios numerosos, notados a olho desarmado; no plano tangencial são baixos, dispostos de maneira irregular. Parênquima axial visto mesmo sem auxílio de lente, paratraqueal aliforme e também em linhas marginais. Camadas de crescimento demarcadas pelo parênquima marginal.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil, carroçaria, postes, tonéis, ebanisteria, dormentes, móveis finos, laminados, esteios, tacos para assoalhos, tanoaria, vigamentos, bengalas, cabos ferramentas, arcos de instrumentos musicais, estacas e construção de pianos. marcenaria e acabamento, carpintaria em geral, compensados e faqueados decorativos.

MACACAÚBA

Plastymiscium ulei Harms. Fabaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Distribui-se por toda a Amazônia, sendo mais freqüente no baixo Amazonas. Ocorre ainda no sul da Bahia.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Macacaúba, macacaúba preta, m. vermelha, macacawood.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de médio a grande porte, casca marrom acinzentada.

Folhas opostas imparipinadas, com 7-9 folíolos oblongos ou oval-oblongos, cur-to-acuminados, semi-coriáceos, glabros, lusentes na página superior. Inflorescência lateral em cachos, nos ramos desfolhados, densiflora. Fruto legume plano, se-mi-membranoso, indeiscente, 1-espermo, oblongo, com o bordo exterior pouco con-vexo, curto-estipitado.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,70 a 0,80 glcm3); cerne castanho avermelhado com listras longitudinalmente enegrecidas; grã revêssa e irregular; textura média; cheiro e gosto imperceptíveis. É fácil de trabalhar, recebendo bom acabamento.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis o olho nu, poucos, solitários e múltiplos de 2,3 poros, vazios, pequenos a médios. Linhas vasculares destacadas. Raios finos e numerosos, vistos apenas sob lente; no plano tangencial são estratificados, visíveis com auxílio de lupa. Parênquima axial abundante, notado a olho nu, aliforme, alguns com aletas tocando e envolvendo poros, ocorrendo também parênquima em linhas marginais. Camadas de crescimento demarcadas por zonas de tecidos fibroso.

PRINCIPAIS USOS

Marcenaria, compensado, carpintaria, ebanisteria, construção civil, tacos de assoalhos e bilhar, móveis de luxo, instrumentos musicais, poucos.

MAÇARANDUBA

Manilkara huberi (Ducke) A. Chev. Sapotaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Distribui-se nos Estados da Região Norte, mais freqüente no Pará, Roraima, Amazonas, Rondônia e nordeste do Maranhão. Ocorre ainda em Mato Grosso e também no Suriname e Guianas.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Maçaranduba, m. verdadeira.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte, até 50 m de altura, fuste reto e cilíndrico, casca escura, fissurada longitudinalmente, exudando látex.

Folhas grandes, pilosas no dorso. Flores no ápice dos ramos, externamente revestidas de uma densa camada de pêlos ferruginosos, estendendo-se atê os pedúnculos. Fruto globoso, cerca de 3 mm de diâmetro, quando maduros verde-amarelados e em geral um pouco arroxeados, encerrando 2 sementes comprimidas com o dorso formando uma quilha longitudinal. Os frutos desta espécie são vendidos no mercado de Belém.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito pesada (0,90 a 1,00 g/cm3); alburno bege, diferenciado do cerne castanho escuro avermelhado ou castanho escuro; grã direita; textura média; sem cheiro ou gosto. Segundo a literatura é moderadamente difícil de trabalhar (serrar, moderadamente fácil de aplainar, difícil de pregar e aparafusar). Recebe bom acabamento. É altamente resistente a fungos e cupins.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros pequenos, vistos apenas com lente, numerosos, ocorrendo solitários, geminados, e muitas cadeias radiais; obstruídos por tilos. Linhas vas-culares bem demarcadas, altas e retilíneas. Raios finos e numerosos notados com auxílio de lupa; no plano tangencial difíceis de ver, mesmo com lente, baixos e dispostos de forma irregular. Parênquima axial visível apenas sob lente em linhas muito finas, numerosas, formando retículo com os raios. Camadas de crescimento demarcadas por zonas de tecido fibroso.

PRINCIPAIS USOS

Móveis especiais, implementos agrícolas, instrumentos musicais, tacos para assoalhos, peças torneadas, dormentes, vigamentos, esteios, postes, cabos de ferramentas, estacas.

MARUPÁ

Simarouba amara Aubl. Simaroubaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre principalmente nas matas de várzea, das Guianas até a Bahia, freqüente em toda a Amazônia. Presente ainda nos Estados da Bahia, Ceará e Pernambuco.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Marupá, tamanqueira, marupá-uba, paraparaíba, parariúba, praíba, paraíba, simaruba, si-marupá, marubá.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore grande, tronco retilíneo, com diâmetro atingindo até 1,0m; casca casca, fissurada.

Árvore dióica, folhas alternas, compactas, ímpar ou quase impa-ripinadas, com 3-6 (9) pares de folíolos opostos, oblongos, com base atenuada e ápice frequentemente obtuso, semi-coriáceos, página superior verde brilhante e a inferior verde clara, fosca, glabra, margem íntegra deflexa, com nervuras secundárias para-lelas. Inflorescência em panículas terminais amplas densifloras, bastante ramificadas, de 20-30 cm de comprimento, raras vezes ultrapassando as folhas. Flores monóicas, cremes, pequenas, aglomeradas; gineceu nas flores masculinas rudimentar, nas femininas estaminodios pilosos. Fruto, drupáceo, ovóide ou elipsoide, glabro, formado por 3-5 carpídios monospérmicos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira leve (0,45 a 0,55 g/cm3); cor bege ou levemente ama-relada; grã regular; textura média a grossa; odor indistinto e gosto amargo. Fácil de trabalhar, recebendo acabamento atrativo.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, poucos, pequenos a médios, solitários e múltiplos e também formando pequenas cadeias, vazios. Linhas vasculares bem demarcadas, altas. Raios vistos apenas sob lente, numerosos; no plano tangencial estratificados. Parênquima axial paratraqueal aliforme, aletas finas às vezes confluentes; eventualmente em linhas marginais. Canais secretores comuns, em série tangenciais.

PRINCIPAIS USOS

Brinquedos, caixotaria, fósforos, molduras, marcenaria em geral, compensados, faqueados, instrumentos musicais. instrumentos musicais.