AMAPÁ DOCE

Brosimum parinarioides Ducke Moraceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Região amazônica, ocorrendo nos Estados do Amazonas, Pará e Amapá, onde é mais freqüente. Prolifera ainda nas Guianas e Suriname nas matas altas, de terra firme e solo sílico-argiloso.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Amapá, a. roxo, amapá doce, amaparana, mururerana, doekali.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte atingindo até 40 m de altura; látex branco passando a levemente rosado com a exposição ao ar, utilizado na medicina popular.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,60 a 0,65 g/cm3) e macia ao corte. Cerne e alburno indistintos de aparência bege levemente amarelado, às vezes com tom rosado; textura média a grosseira; grã regular em alguns trechos, em outros irregular a revessa; superfície levemente lustrosa; cheiro e gosto indistintos. Apresenta baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos, mas é bastante permeável a soluções preservantes. A madeira é de boa trabalhabilidade. Os troncos velhos têm o cerne vermelho, duro, às vezes dispostos em camada anelar e formando como um tubo que envolve a parte central constituida de madeira branca, mole.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a simples vista, poucos, pequenos a médios, vazios, alguns com tilos, solitários, geminados, notando-se também algumas cadeias radiais. Linhas vasculares largas, retilíneas, facilmente visíveis. Raios no transversal percebidos a olho nu, apresentando regularidade na largura e espaçamento; na face tangencial são curtos e irregularmente distribuídos, distintos somente sob lupa, na face radial visíveis a simples vista. Parênquima escasso, visível sob lente, paratraqueal aliforme de aletas curtas ou longas, por vezes unindo-se. Camadas de crescimento pouco definidas.

PRINCIPAIS USOS

A madeira é clara, indicada para a fabricação de móveis de uso geral, lambris, painéis decorativos e lâminas desenroladas para a fabricação de compensados, embalagens, tábuas em geral, marcenaria e construção em geral.

ANDIROBA

Carapa guianensis Aubl. Meliaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre em toda a Amazônia, nas matas de várzeas ou regiões alagadiças dos rios, às vezes formando pequenas aglomerações. Existe ainda nas Antilhas, Nicarágua, Peru, Suriname, Guianas, África Tropical, Colômbia e Venezuela.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Andiroba, carapa, andirova, crabwood, cedro-macho, krappa, fiqueroa, tangaré, andiroba-branca,a. do igapó, a. vermelha, angirova, comaçari, mandiroba, yandiroba, carapá, carapinha, gendiroba, jandiroba, penaiba, purga de Santo lnácio, abomidan, caraba, damerara, brasilian mahogany, lowland crabwood, highland crabwood, white karaba, Britsh Guiana mahogany, bois caule, cachipou, Carapá blanc, c. rouge, c. jaune, crapo, andiroba carapa, bateo, cedro bateo, nand mova, paramahogany, mazabalo, guino (Chicó).

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore grande até 30 m de altura, com sapopemas baixas, tronco reto e cilín-drico casca grossa e amarga avermelhada, fissurada em estreitas tiras, superficialmente caduca, espessura de até 1,0 cm. Árvore, copa média, , apresentando descamação em placas. Espécie de grande valor pela abundância e teor oleaginoso de suas sementes e largo uso de sua madeira.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira semelhante ao mogno e ao cedro, mais densa e pesada; moderadamente pesada (0,75 g/cm3); alburno castanho claro, estreito, de 2,5 a 5 cm de largura e cerne castanho avermelhado, com brilho notável; grã regular ou ondulada: textura média um tanto grosseira, ligeiramente áspera ao tato; cheiro e gosto indistintos. Fácil de trabalhar, recebendo bom acabamento. Não é resistente quando em contato com umidade.; em tratamentos sob pressão, demonstrou ser de baixa permeabilidade às soluções preservantes.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, pequenos a médios, solitários em sua maioria, ocorrendo também algumas cadeias radiais, vazios, alguns com resina escura. Linhas vasculares notadas sem auxilio de lente, altas, contendo resina. Raios no transversal são distintos apenas com auxílio de lupa, regularmente espaçados; na face tangencial apresentam-se baixos e dispostos irregularmente; são contrastados na face radial. Parênquima axial visivel somente sob lente, contrastado, em faixas estreitas, concêntricas. Camadas de crescimento às vezes demarcadas pelo parênquima marginal. Máculas medulares ausentes, canais intercelulares verticais presentes.

PRINCIPAIS USOS

Folhas faqueadas, móveis, vigas, caibros, ripas, rodapés, molduras, cordões, venezianas, tábuas para assoalhos, carpintaria, construção naval, lâminas e compensados, móveis, caibros, canoas, esquadrias, obras internas, coronhas de armas, lápis, mastros e vergas, marcenaria Não deve ser empregada em contato com o solo ou em outras condições favoráveis à deterioração biológica. É fácil de serrar, aplainar, pregar, aparafusar e recebe bom acabamento.

ANGELIM PEDRA

Hymenolobium petraeum Ducke

Fabaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Florestas de terra firme em toda a Amazônia brasileira.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Angelim-pedra, a. da mata, a. vermelho.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de porte gigante (até 50m) e diâmetro de até 2,0m, casca caindo em lâminas que se acumulam ao redor do tronco.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira pesada (0,76 a 0,85 g/cm3), cerne castanho rosado de aspecto fibroso; grã regular a irregular; textura grosseira; superfície lisa ao tato; cheiro e gosto imperceptíveis. Recebe acabamento esmerado.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil e naval, marcenaria, dormentes, estacas, tacos de assoalhos, vigamentos, esteios, carpintaria.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

De uso semelhante ao Angelim da mata, H. petraeum também é atualmente muito empregado em carpintaria na região Amazônica. O angelim pedra é confundido no mercado com o angelim vermelho (Dinizia excelsa, também conhecido por angelim verdadeiro) e comumente é vendida desta maneira.

ANGELIM VERMELHO

Dinizia excelsa Ducke

Mimosaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Região Amazônica, abrangendo os Estados de Roraima, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. Ocorre também ao Sul da Guiana. Prefere solos de natureza sílico-argilosa, em matas primárias, cujo dossel atinge grandes alturas, por vezes ocorrendo de forma gregária Sul das Guianas.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Angelim vermelho, angelim verdadeiro, angelim pedra verdadeiro, fava-grande, faveira-dura e faveira-ferro, angelim falso, faveira preta, kuraru, parakwa.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

É árvore gigantesca (até 60 m), com fuste cilíndrico e reto e grande diâmetro (mais de 2m); presença de sapopemas, quanto a casca é avermelhada e comum soltar-se em placas.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito dura e pesada (0,95 a 1,15 g/cm3); alburno castanho róseo, pouco diferenciado do cerne castanho avermelhado; textura média a grossa; grã direita a irregular; superfície lisa ao tato e sem brilho; cheiro distinto quando verde, sem gosto.

PRINCIPAIS USOS

Pode ser usada em aplicações externas, como postes, pontes, mourões, estacas, esteios, cruzetas, dormentes e defensas; em construção civil e naval, em vigamentos, caibros, ripas, tacos e tábuas para assoalhos. marcos de portas e janelas, paredes divisórias, degraus de escadas, cabos de ferramentas e implementos agrícolas, carroceria e vagões de trem, em laminados decorativos e obras portuárias.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Espécie valorizada, inclusive de uma forma cultural pela população, o angelim vermelho ou angelim verdadeiro emprestou o nome para várias outras madeiras semelhantes. É a madeira preferida pela resistência e durabilidade natural que apresenta para as obras que requisitam longevidade e estarão submetidas a condições adversas. Como se diz na região, “é madeira para filhos e netos”. Segundo a literatura é difícil de trabalhar.

ASSACU

Hura crepitans L. Euphorbiaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre em toda a Amazônia, em matas de várzea, de solo argiloso e alagadi-ço, margeando os rios. Distribui-se nas Guianas, Antilhas, América Central, Peru e Bolívia.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Assacu, açacu, areeiro, uassacu, monkey dinner beII, pos-sentree, postentree, zachtout, zandkokerboon, sablier, white ou YeIlow Sand-box, sablier blanc, s. jaune, javillo blanco, j. Amarillo, ceiba, habilla, oelba, ceibo amanho, c. brujo, Ceiba de eche acuapar, barbasco, tronador, white cedar, catahua, habilla, salvadera, catauá, ochoó, ochohõ, hura, nune, mohinillo, chichicaste, haba, habilla, arbre du diable, bois du diable, monkey pistol, catauá.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

O assacu encontra-se quase sempre em terrenos aluviais, de preferência onde possa receber bastante luz solar. É árvore monóica, de grande porte (até 40 m de altura) e com diâmetro atingindo até dois metros. O tronco é aculeado, e sua seiva, muito cáustica, tem como principio ativo a hurina ou crepitina. O látex é fluido, extremamente irritante para as mucosas provocando edema em contato com os olhos e, na boca e faringe, ardor pronunciado. Antes de abater a árvore costuma-se anelar o tronco para sangrar o látex.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira leve (0,35 a 0,40 g/ cm3), de cor branca com tonalidade levemente amarelada, ou variando de branca a bege; alburno indistinto do cerne; macia, muito fácil de trabalhar; textura média; grã direita a irregular; superfície lisa ao tato; cheiro e gosto indistintos. Apresenta baixa resistência à ação de fungos xilófagos, sendo muito atacada por grupos manchadores.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, poucos, médios e grandes, solitários, geminados chegando a compor algumas cadeias radiais, alguns vazios, na maioria obstruídos por tilos brilhantes. Linhas vasculares distintas sem auxilio de lente, longas e retilíneas. Raios no transversal muito delgados e numerosos, visíveis apenas sob lente, com uniformidade na largura e espaçamento; no plano tangencial são irregularmente distribuídos, pouco visíveis mesmo sob lente. Parênquima axial visível apenas sob lente, difuso, agregado e formando trechos de linhas tangenciais, formando com os raios retículo irregular. Camadas de crescimento pouco distintas.

PRINCIPAIS USOS

Compensados, obras internas, caixotaria leve, brinquedos, tamancos, ar-tefatos de madeira, miolo de painéis, de portas e, ainda, para contraplacados e chapas de partículas. Sua aplicação deve ser precedida de tratamento preservante. Os troncos das grandes árvores são utilizados pelos índios para a construção de canoas e os exploradores de madeiras usam as grandes toras para sustentar peças de madeira mais pesadas que a água, quando baixam os rios (chamada de boieira).

CARDEIRO

Scleronema micranthum (Ducke) Ducke

Bombacaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Árvore encontrada com freqüência nas matas primárias de terra firme e em áreas de matas de várzea por todo o Estado do Amazonas.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Cardeiro, cedro bravo, envira de cotia, cedrinho.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de médio a grande porte (até 40 metros), freqüente, tronco reto, diâmetro alcançando até 70 cm, casca marrom acinzentada rugosa, espessa (3,0 cm)

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,70 a 0,75 g/cm3); alburno amarelo-claro, diferente do cerne castanho-claro; grã direita a inclinada; textura média a grossa, cheiro e gosto imperceptíveis; canais secretores presentes por todo o lenho, obstruídos por resina branca. É fácil de trabalhar (serrar, aplainar, pregar e aparafusar), recebendo bom acabamento. A madeira é chamada de ‘cedrinho’ por se parecer com o cedro verdadeiro (Cedrela odorata, Meliaceae)

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis à olho nu, poucos, de médios a grandes; solitários, geminados e por vezes formando cadeias radiais curtas, vazios, alguns obstruídos por tilos ou resina. Linhas vasculares longas e retilíneas. Raios no transversal visíveis Sem auxílio de lupa (os mais largos), com distribuição regular; os mais finos apenas sob lente; no plano tangencial aparecem altos e dispostos irregularmente. Parênquima distinto a simples vista, em linhas concêntricas, espaçadas irregularmente, às vezes ligando os poros, alguns ainda aliforme de aletas curtas. Camadas de crescimento delimitadas por zonas fibrosas mais escuras. Canais secretores presentes.

PRINCIPAIS USOS

Móveis, construção leve, paletes, compensados decorativos, construção civil e naval, tabuados, carpintaria, marcenaria e acabamento, divisórias, assoalhos.

CASTANHA SAPUCAIA

Lecythis usitata Huber Lecythidaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre nas várzeas, e mais raramente na terra firme em toda a região amazônica, principalmente nos Estado do Amazonas e Pará.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Castanha sapucaia, sapucaia.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de médio a grande porte, atingindo até 40 m e mais de 1,5 de diâmetro; tronco reto, casca marrom, fissurada.

Folha alternas, oblongas, lanceolado-oblongas, de 12cm de comprimento por 8 cm de largura, ápice progressivamente acuminado e base cuneado-arredondada ou arre-dondada com pecíolo curto, decurrente e margem com pequenos recortes irregulares, mais ou menos crenada. lnflorescência racemosa pauciflora, com flores roxo-pálido, esbranquiçadas quando velhas, odoríferas, ás vezes terminais. Fruto, pixídio cam-panulado 25 × 22 cm (geralmente menor) com pericarpo lenhoso de 2 cm de espessura, com espesso rebordo situado acima do meio, abrindo-se por um opérculo na parte superior; parte inferior convexa, encerrando várias sementes.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira muito pesada (0.80 a 1,00 g/ cm3); alburno bege amarelado, diferente do cerne castanho avermelhado; grã direita; textura média; cheiro e gosto imperceptíveis. Moderadamente difícil de trabalhar, recebendo bom acabamento. Bastante durável e resistente.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros apenas notados a olho nu, poucos, pequenos e médios, solitários ou múltiplos, às vezes formando pequenas cadeias, obstruídos por tilos. Linhas vasculares altas. Raios vistos apenas sob lente, muitos; no plano tangencial são visíveis apenas com auxílio de lente, baixos e dispostos de maneira irregular. Parênquíma axial nitidamente visível sob lente, em linhas aproximadas, formando retículo com os raios. Camadas de crescimento delimitadas por zonas de tecido fibroso.

PRINCIPAIS USOS

Construção civil e naval, marcenaria, car-pintaria, tábuas, estacas.

CEDRO

Cedrela odorata L. Meliaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

C. odorata L. é comum na floresta amazônica, em terra firme em várzeas altas, estendendo-se até o norte do Estado do Espírito Santo; encontrada em toda a Amazônia e também nas Grandes e Pequenas Antilhas até Trinidad e Tobago. Ocorre ainda no México até Equador, Peru e Guianas.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Cedro, cedro vermelho, redceder, cedar, cedre acajou, ceder, cedro rosa, cedro cobrado, cedro blanco, c.amargo, cedro macho.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore grande de até 35 m de altura, tronco às vezes com mais de 1,0 m de diâmetro, casca rugosa, fissurada longitudinalmente e com sapopema na base, facilmente distinguível pelo cheiro que lhe é peculiar.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,40 a 0,60 g/ cm3); alburno róseo pálido diferenciado do cerne castanho rosado ou acobreado; textura média a grossa; grã direita, superfície lustrosa e com reflexos dourados; cheiro agradável característico; gosto ligeiramente amargo. Madeira resistente, fácil de trabalhar, recebendo excelente acabamento.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros notados a olho nu, poucos, médios e grandes, solitários e múltiplos de 2-3 poros, às vezes dispondo-se em anéis porosos. Linhas vasculares facilmente visíveis, longas, retilíneas e conteúdo resinoso escura ou alaranjada. Raios no transversal perceptíveis a olho nu, um pouco largos, distribuídos regularmente; no plano tangencial podem ser vistos com auxílio de lente, baixos e dispostos irregularmente. Parênquima notado a simples vista, apotraqueal em linhas marginais, regulares e distante uma das outras. Camadas de crescimento nítidas através dos anéis porosos e também pelo parênquima terminal. Canais intercelulares longitudinais freqüentes, vazios ou contendo resina escura.

PRINCIPAIS USOS

Contraplacados, marcenaria, compensados e laminados decorativos, esquadrias, obras inter-nas, carpintaria, caixas de charutos, tábuas, embarcações leves, embalagens decorativas, molduras para quadros, modelos de fundição, obras de entalhe, artigos de escritório, instru-mentos musicais, construção civil, como venezianas, rodapés, guarnições, cordões, forros, lambris; em construção naval, como acabamentos internos decorativos.

CEREJEIRA

Torressea acreana Ducke

Mimosaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre regularmente na região Amazônica.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Cerejeira, Amburana, Amburana de cheiro, imburana, cumaru de cheiro.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira moderadamente pesada (0,60 g/cm3); cerne levemente amarelado; textura grossa; grã irregular; odor adocicado, agradável; gosto levemente adocicado. Muito fácil de cortar e trabalhar.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros notados a simples vista, médios e grandes, pouco numerosos, solitários e múltiplos de 2, 3 e 4, vazios ou obstruídos por resina escura ou bege. Linhas vascula-res bem pronunciadas, numerosas, vazias ou contendo resina. Raios no transversal vistos a olho nu, delgados, poucos; no plano tangencial podem ser notados a olho nu, dispostos de modo irregular, estratificados em algumas áreas. Parênquima visível a olho desarmado, contrastado, abundante, vasicêntrico e aliforme simples em alguns trechos confluente de extensão losangular. Camadas de crescimento visíveis através de zonas fibrosas.

PRINCIPAIS USOS

Móveis finos, painéis, balcões, molduras, rodapés, esquadrias, peças torneadas, folhas faqueadas decorativas, tanoarla, acabamento interno, lambris.

COPAÍBA

Copaifera multijuga Hayne Caesalpiniaceae

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Encontrada em mata de terra firme nos Estados do Amazonas, Pará e Rondônia e distribuída ainda por toda a região a Amazônica.

DENOMINAÇÕES VULGARES

Copaíba, c. angelim, c. mari-mari, c. roxa.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE

Árvore de grande porte, casca lisa e persistente, de 1 cm de espessura.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA

Madeira pesada (0,75 a 0,85 g/cm3); alburno rosado diferenciado do cerne castanho avermelhado; grã regular; textura média a grossa; cheiro agradável quando recém-cortada; sem gosto; apresenta boa trabalhabilidade.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

Poros visíveis a olho nu, pouco numerosos, pequenos e médios, solitários, alguns geminados e chegando a formar curtas cadeias; vazios ou obstruídos por tilos. Linhas vasculares visíveis, contendo resina na cor do lenho. Raios no transversal numerosos, finos, regularmente distribuídos, notados mesmo sem lente; no plano tangencial apresentam-se baixos e dispostos de maneira irregular. Parênquíma axial visível sob lente, composto por linhas marginais afastadas. Camadas de crescimento distintas, demarcadas pelo parênquima marginal. Máculas medulares ausentes. Canais lntercelulares presentes entre as linhas do parênquima.

PRINCIPAIS USOS

Carpintaria, laminados, tábuas, caibros, ripas, carvão. Da madeira retira-se um óleo de propriedades medicinais e com utilidade na indústria de vernizes.